O Banco Nacional de Angola prepara a emissão de uma moeda metálica dourada de 50 kwanzas, com entrada em circulação prevista para 8 de janeiro de 2027, para assinalar o seu primeiro jubileu. A instituição comemora assim cinco décadas de soberania monetária, num trajeto iniciado formalmente a 5 de novembro de 1976 através da Lei n.º 69/76.
Marcos históricos e lideranças
Ao longo da sua existência, o banco central contabilizou dezasseis governadores, tendo Ismael Martins inaugurado o cargo em 1976 e José de Lima Massano registado o mandato mais duradouro. O percurso da banca no país remonta contudo a 1865, com a instalação de uma sucursal do Banco Nacional Ultramarino em Luanda, precedendo a criação do Banco de Angola e a posterior fundação do BNA.
As últimas cinco décadas exigiram à autoridade monetária o combate a sucessivos episódios de inflação elevada, perda de poder de compra e fragilidades cambiais. A transição para uma economia de mercado em 1987 e a aprovação de leis em 1991 permitiram separar as funções de banco central das atividades comerciais.
A independência jurídica da instituição foi formalmente consagrada em 2021 com a Lei n.º 24/21, consolidando o estatuto de autoridade autónoma. Contudo, analistas apontam que a autonomia de facto continua a suscitar debates face às prioridades económicas do Executivo e às exigências internacionais de supervisão.





