Líderes do sector financeiro e especialistas internacionais reuniram-se na capital angolana, à margem do Africa Financial Summit (AFIS) 2026, para discutir a problemática das exposições não produtivas no sector bancário. O encontro teve como foco principal analisar formas de recuperar activos, reforçar os balanços dos bancos e desbloquear a capacidade de concessão de crédito às economias africanas.
Durante o evento, os participantes apontaram que o peso do crédito malparado compromete a liquidez, a rentabilidadade e o apoio financeiro a famílias e empresas. O painel contou com as intervenções de Osvaldo Lemos Macaia, CEO do Banco Sol; António Ramalho, Senior Advisor da Alvarez & Marsal; Admassu Tadesse, CEO do Trade and Development Bank; e Avelino Kiampuku, administrador da Recredit, sob moderação de José Barata, presidente da Deloitte Angola.
Os oradores destacaram diferentes abordagens para mitigar o problema, desde a necessidade de tratar os empréstimos não produtivos como um legado do passado até à importância de uma avaliação rigorosa do risco desde a origem do financiamento. Foram também abordados os impactos da morosidade judicial na desvalorização de garantias e a relevância de adoptar soluções coordenadas a nível regional e internacional.
Com esta iniciativa, os organizadores procuraram sublinhar que a limpeza dos balanços bancários constitui um passo fundamental para restabelecer a estabilidade financeira e garantir que a banca possa voltar a financiar o desenvolvimento económico no continente.





