A companhia aérea neerlandesa KLM revelou um plano de reestruturação que visa reduzir o seu quadro de pessoal em cerca de 15%, num total de aproximadamente 5.000 postos de trabalho afetados. A decisão foi anunciada pela presidente executiva (CEO), Marjan Rintel, durante a apresentação dos resultados financeiros do terceiro trimestre, tendo a responsável alertado que “a continuidade da KLM não está garantida”.
A empresa justificou a medida com o aumento do preço dos combustíveis, a instabilidade internacional e os elevados custos operacionais que afetam a atividade. O plano prevê que 1.250 postos do serviço de catering passem a ser geridos com a Gategroup, 800 empregos nos serviços de terra sejam transferidos para empresas externas, 2.000 sejam integrados no grupo Air France-KLM e 1.000 sejam cortados através de reorganização laboral.
Apesar de ter registado um lucro operacional de 458 milhões de euros no terceiro trimestre, mais 106 milhões do que no período homólogo, a administração considera o valor insuficiente para sustentar os investimentos necessários. Com estas alterações, a companhia pretende alcançar um resultado operacional anual entre 1.000 e 1.400 milhões de euros e aumentar a produtividade em pelo menos 8% até 2028.
Para o futuro, a estratégia da KLM inclui ainda a renovação da frota europeia com aviões de menor porte e a retirada progressiva dos modelos Boeing 737 e Embraer E190. A implementação das mudanças laborais deverá ocorrer através de reformas, saídas voluntárias e reafetações internas, visando simplificar a operação a partir do aeroporto de Schiphol, em Amesterdão.





