O Executivo angolano prevê um crescimento económico de 5,5% para o ano de 2027, enquanto as projecções do FMI apontam para uma taxa mais moderada de 3,3%. Esta divergência de expectativas coloca o foco na capacidade produtiva do país, na receita do Estado e na real criação de oportunidades laborais para os cidadãos.
Cenários macroeconómicos e previsões
A estratégia oficial apoia-se num crescimento de 7,15% do sector não petrolífero para compensar uma contracção esperada de 3,82% no segmento do petróleo e gás. Contudo, simulações baseadas no modelo MODUCAN indicam cenários de crescimento entre 3,4% e 5,1% para o referido ano.
O número de cidadãos empregados poderá aproximar-se de 10,51 milhões em 2027, mas a taxa de desemprego deverá subir de 21,3% para cerca de 22,5%. A economia demonstra dinamismo na criação de postos de trabalho, mas este ritmo continua insuficiente para absorver a totalidade da nova população activa.
Para estabilizar o desemprego, o sector não petrolífero necessita de registar um crescimento anual de aproximadamente 5%. O debate orçamental deve priorizar a resolução de constrangimentos estruturais, como o acesso a energia, transportes e a redução da burocracia pública.




