As autoridades de Taipé manifestaram profunda indignação perante a pesada sentença aplicada ao conhecido defensor da democracia, apontando o dedo ao Partido Comunista Chinês e ao governo da antiga colónia britânica pelo uso de mecanismos autoritários.
A reação diplomática surgiu na sequência da decisão do Tribunal Superior de Hong Kong, que puniu Wong por apelos a sanções estrangeiras feitos em 2020. Com esta nova medida punitiva, o ativista deverá cumprir pena até ao fecho de 2036, acumulando-se ao período de reclusão a que já estava sujeito.
Através de um comunicado oficial, o Conselho para os Assuntos da China Continental exigiu o fim imediato dos processos judiciais motivados por razões políticas e apelou à libertação dos cidadãos detidos.
Enquanto o executivo chinês sustenta que a legislação de segurança nacional tem sido fundamental para repor a ordem pública na região após a vaga de manifestações de 2019, diversos críticos internacionais continuam a alertar para a degradação das liberdades fundamentais no território.





