A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) manifestou agrado com a soltura recente de vários oficiais militares que estavam presos devido a supostas tentativas de golpe de Estado no mandato de Umaro Sissoco Embaló. Entre os beneficiados sobressai o brigadeiro-general Daba Na Walna, que esteve encarcerado por mais de um ano juntamente com outros patentes superiores, numa decisão tomada pelas atuais autoridades de transição.

Contudo, Bubacar Turé, presidente da organização, sublinhou que persistem vários casos de detenções arbitrárias no país sem o devido enquadramento judicial. O responsável apontou especificamente a situação de cidadãos como Tcherno Bari, Braima Baldé, Malam Djassi e Ibraima Conté, exigindo a sua libertação imediata para assegurar o apaziguamento nacional e a consolidação do Estado de direito.

Enquanto decorrem estas libertações e se regista o regresso de figuras políticas exiladas, como o vice-presidente do Partido da Renovação Social, Mário Fambé, persistem restrições políticas e dúvidas sobre os reais propósitos do Alto Comando Militar. Especialistas locais alertam que os desafios estruturais da Guiné-Bissau vão muito além do afastamento do anterior chefe de Estado.