Intervindo na abertura da 4ª edição do FIN Summit, o governante apontou o impacto negativo do choque económico entre 2014 e 2026, que elevou o crédito malparado e reduziu o financiamento à produção. Rui Miguêns sublinhou que, apesar das reformas e da estabilização cambial promovida pelo Banco Nacional de Angola, o crédito ao sector privado angolano se situa entre 7% e 10% do PIB, ficando aquém da média da África Subsaariana.

Para o ministro da Indústria e Comércio, a banca comercial não deve suportar isoladamente o encargo de financiar o tecido económico. Como alternativas, o governante destacou a dinamização da BODIVA com a emissão de papel comercial, além do recurso ao leasing para equipamentos e ao factoring para garantir liquidez às pequenas e médias empresas.

Na ocasião, o titular da pasta apresentou quatro prioridades para alterar o cenário actual, destacando o reforço do Fundo de Garantia de Crédito, o cumprimento dos pagamentos aos fornecedores estatais, a adopção de uma política fiscal favorável e a consolidação da segurança jurídica para os investidores.