As Nações Unidas alertaram esta segunda-feira para o elevado preço pago pelos profissionais de imprensa em todo o mundo, sublinhando a necessidade de garantir a segurança e o acesso à informação. A data comemorativa foi instituída em memória dos jornalistas franceses Ghislaine Dupont e Claude Verlon, da Rádio França Internacional, mortos no Mali a 2 de novembro de 2013.
Para o biênio de 2026, a organização pretende evidenciar o impacto das novas tecnologias e armamentos nos riscos enfrentados pela classe, apontando os ataques com drones em zonas de guerra como uma causa frequente de mortes. Dados oficiais indicam que 189 jornalistas foram assassinados a nível global entre 2024 e 2025, registando-se o maior valor para um biênio desde 2014 e 2015, com incidência particular em territórios de conflito.
Comentando o cenário atual, a presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Samira de Castro, classificou como inaceitável qualquer homicídio de profissionais da comunicação e apelou para que os governos assumam a responsabilidade de investigar e processar os culpados. A dirigente reforçou ainda as questões levantadas pela campanha da Federação Internacional de Jornalistas, questionando: “Quem ordenou o assassinato? Quem Planejou? Quem é o responsável final? Essas são perguntas que não podem ficar sem resposta”.





