As autoridades do Irão executaram na forca, ao amanhecer, Hassan Divband, Hamid Kazemi e Reza Zanganeh na cidade de Karaj, situada nos arredores de Teerão. A agência Mizan, ligada ao poder judicial, confirmou que as sentenças capitais foram validadas pelo Supremo Tribunal antes de serem cumpridas.

Segundo o poder judicial iraniano, os três cidadãos desenvolveram acções operacionais para Israel, fabricaram engenhos explosivos, utilizaram armas e incendiaram infra-estruturas públicas na região. Karaj funcionou como um dos principais palcos dos protestos ocorridos entre Dezembro e Janeiro contra as autoridades do país.

Organizações não-governamentais contestaram o processo e revelaram que as execuções somam agora pelo menos 39 casos decorrentes das manifestações. O director da IHR, Mahmood Amiry Moghaddam, denunciou a ausência de garantias judiciais e de um julgamento justo para os réus.

Contestação e alertas futuros

A entidade Hengaw defendeu que a acusação contra Reza Zanganeh se baseava apenas na profissão de mecânico e em viagens de trabalho. Responsáveis associados aos Direitos Humanos alertaram que centenas de detidos enfrentam ainda risco iminente de pena de morte.

A Amnistia Internacional colocou o Irão na segunda posição global no ranking de execuções, ficando apenas atrás da China.