O crescimento acelerado da Inteligência Artificial (IA) poderá transformar os centros de dados num dos maiores consumidores de electricidade do planeta até 2050, segundo projecções apresentadas no relatório World Oil Outlook 2050, da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
De acordo com o estudo, a procura energética associada à IA e aos centros de processamento de dados deverá multiplicar-se nos próximos anos, passando de cerca de 2% para 8% do consumo global de electricidade até meados do século.
As estimativas indicam que o consumo destes sectores poderá ultrapassar os 4.200 terawatts-hora (TWh), impulsionado pela crescente utilização de tecnologias inteligentes, computação em nuvem e sistemas de processamento avançado.
O relatório alerta ainda para os desafios que este crescimento representa para as redes eléctricas, sobretudo nas economias mais desenvolvidas, onde a procura por energia ligada à IA cresce a um ritmo superior à expansão da capacidade de fornecimento.
Perante este cenário, gigantes tecnológicas como Amazon, Google, Microsoft e Meta têm vindo a investir em novas soluções energéticas, incluindo projectos ligados à energia nuclear e ao desenvolvimento de reactores modulares de pequena dimensão.
Especialistas defendem que garantir um fornecimento estável e sustentável de energia será um dos principais desafios da revolução tecnológica nas próximas décadas.



