A decisão resulta de uma avaliação anual realizada pelos serviços norte-americanos, que apontou o incumprimento dos critérios necessários para manter a isenção de taxas alfandegárias. Segundo o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, foram detetados entraves aos investimentos norte-americanos e aspetos relacionados com a segurança nacional.

No que respeita à África do Sul, Washington mencionou dificuldades ligadas à corrupção, barreiras no setor agrícola e falhas na defesa da propriedade intelectual. Numa missiva enviada ao chefe de Estado sul-africano, Cyril Ramaphosa, Trump assinalou igualmente que as parcerias de Pretória com determinados governos ameaçam a segurança norte-americana.

Em resposta, o ministro do Comércio sul-africano, Parks Tau, classificou a medida como “lamentável” e sublinhou que os pontos agora evocados não constavam nas discussões bilaterais iniciadas em 2025. O executivo sul-africano garantiu que vai apostar na diversificação das exportações para proteger a economia e o emprego.

O programa AGOA faculta a países da África Subsaariana a exportação de diversos produtos para o mercado dos Estados Unidos sem o pagamento de taxas aduaneiras.