O Executivo planeia alocar 16,21 biliões de kwanzas ao serviço da dívida no ano de 2027, de acordo com o Relatório de Fundamentação do OGE. Destes recursos, 7,49 biliões serão aplicados no pagamento de juros e 8,72 biliões na amortização de capital de médio e longo prazo.

Esta previsão traduz-se num acréscimo de cerca de 6% face aos 15,24 biliões de kwanzas inscritos no orçamento de 2026. Contudo, o peso desta rubrica no orçamento global descerá de 46% para 43,4% do total previsto.

Os encargos com juros situam-se em 20,1% da despesa total e atingem 4,56% do Produto Interno Bruto. Este montante supera os 5,74 biliões de kwanzas calculados para as remunerações de funcionários públicos civis, militares e paramilitares.

Para cobrir as amortizações e o défice orçamental estimado em 6,74 biliões de kwanzas, o Estado aponta necessidades brutas de financiamento de 15,48 biliões. O Governo pretende captar 9,24 biliões no mercado externo e 6,24 biliões no mercado interno.

Apesar dos elevados encargos com o endividamento, o Executivo ambiciona reduzir o rácio da dívida pública para 46,7% do PIB em 2027. Este patamar fica abaixo dos 47,84% previstos para 2026 e respeita o limite legal estipulado.